Abrir empresa no Paraguai é exportar para o Brasil: O Caminho para o Empresário Inseguro
Criador do Blog Viagem de Negócios – André Bianchi, Empresário, Presidente do LIDE Panamá e Diretor de Relações Institucionais da Cámara de Comercio del Mercosur y Américas. Bianchi atua nos EUA, China, Israel e Panamá desde 20213 Linkedin André Bianchi | Instagram André Bianchi
O sentimento é comum nas mesas de diretoria e nos grupos de WhatsApp de investidores: uma mistura de insatisfação com a carga tributária e insegurança jurídica em relação ao futuro econômico do Brasil. Para muitos, a sensação é de que o empreendedor brasileiro trabalha “contra o sistema”. Esse cenário de incerteza tem provocado um movimento migratório corporativo sem precedentes.
Não se trata mais de uma “fuga de capitais” desordenada, mas de uma decisão estratégica: levar a produção para o Paraguai para exportar de volta ao Brasil.
O país vizinho deixou de ser o destino apenas de sacoleiros para se tornar o “porto seguro” da indústria e do agronegócio brasileiro. Se você sente que seu negócio estagnou sob o peso de impostos e burocracia, este guia é o primeiro passo para entender por que o Paraguai se tornou o novo eldorado da competitividade.
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O Salto dos Números: Por que o Paraguai?
Abrir empresa no Paraguai é exportar para o Brasil
O Paraguai não é apenas um vizinho próximo; é uma das economias que mais cresce na região. Segundo o FMI, a projeção de crescimento do PIB paraguaio para 2025 é de 4,4%, superando significativamente as projeções para o Brasil.
O volume de empresas brasileiras que cruzaram a fronteira é um termômetro real desse fenômeno:
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Em 2015, eram cerca de 40 empresas.
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Até o fim de 2024, o número saltou para mais de 200 empresas.
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Empresas brasileiras representam hoje 71% de todas as indústrias sob o regime de Maquila no país.
Gigantes não ignoram esses dados. O Grupo Lupo, referência têxtil com mais de um século de história, anunciou recentemente um investimento de R$ 30 milhões para montar sua primeira planta fora do Brasil, em Ciudad del Este. A meta? Produzir 20 milhões de pares de meias por ano com um custo operacional até 28% menor do que em solo brasileiro.
Até figuras icônicas da mídia, como o apresentador Ratinho (SBT), oficializaram sua residência permanente no Paraguai em 2025. Ratinho, que possui vastas propriedades rurais, citou a liberdade econômica e os incentivos reais ao empreendedor como fatores decisivos para consolidar seus investimentos no país vizinho.
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Vantagens Competitivas: O Regime de Maquila
A “joia da coroa” paraguaia é a Lei de Maquila. Ela permite que uma empresa brasileira envie matéria-prima ou componentes para o Paraguai, processe o produto por lá e o exporte de volta ao Brasil (ou outros países) com benefícios brutais.
| Benefício | Descrição |
| Imposto Único | Apenas 1% sobre o valor da nota fiscal de exportação (valor agregado no país). |
| Isenção de IVA | Suspensão total do IVA sobre a importação de máquinas e matérias-primas. |
| Custos de Energia | Energia elétrica abundante e cerca de 50% mais barata que no Brasil. |
| Encargos Sociais | Leis trabalhistas simplificadas, com encargos cerca de 35% menores que a CLT. |
| Remessa de Lucros | Isenção de impostos sobre a remessa de lucros e dividendos para a matriz. |
Do Medo à Ação: O Papel de André Bianchi
Mudar a operação de um país para outro exige mais do que vontade; exige método e conexões. É aqui que entra o trabalho de André Bianchi, empresário e Diretor da Câmara de Comércio do Mercosul.
Bianchi, que já auxiliou mais de 4.000 empresas brasileiras em processos de internacionalização, tem sido a ponte para o empresário que busca segurança patrimonial. Em suas imersões realizadas em São Paulo, ele reúne membros do governo paraguaio, embaixadores e consultores jurídicos para debater não apenas o Paraguai, mas também o Panamá — outro destino estratégico para quem busca proteção de ativos e operações globais via holdings.
Essas imersões servem para desmistificar o processo. Muitos empresários descobrem que “abrir empresa no Paraguai” não significa abandonar o Brasil, mas sim blindar a competitividade da marca, produzindo com custos de Primeiro Mundo para vender em um mercado consumidor de 215 milhões de brasileiros.
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Conclusão
Se a insegurança jurídica e a voracidade fiscal do Brasil tiram o seu sono, o Paraguai oferece um ambiente de negócios previsível, impostos baixos e acolhimento institucional. Como dizem os especialistas: o Paraguai é hoje o que a China foi para o mundo décadas atrás, mas com a vantagem de estar a poucas horas de voo de São Paulo.
O próximo passo é seu.
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