A Entrada do Panamá no Mercosul e o Encontro do Presidente Lula com o Presidente Mulino
Criador do Blog Viagem de Negócios – André Bianchi, Empresário, Presidente do LIDE Panamá e Diretor de Relações Institucionais da Cámara de Comercio del Mercosur y Américas. Bianchi atua nos EUA, China, Israel e Panamá desde 20213
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Visita a Embaixada do Brasil no Panama – André Bianchi
Como empresário com foco em oportunidades globais, acompanho de perto os movimentos geopolíticos que redefinem o mapa comercial da América Latina. A potencial adesão do Panamá ao Mercosul como Estado Associado (ou, futuramente, Membro Pleno) é um desses eventos que exige a nossa atenção imediata.
A notícia do encontro entre o Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o Presidente do Panamá, José Raúl Mulino, na última semana de janeiro de 2026, é o sinal mais claro de que essa integração está em fase acelerada. Para nós, empresários brasileiros, esse movimento não é apenas diplomático: é uma reconfiguração de supply chain e uma explosão de novas portas de entrada.
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🚢 Por Que o Panamá é a Peça Chave para o Mercosul? Panamá no Mercosul
O Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, mais os Associados) sempre foi criticado por sua natureza endógena – focado demais em si e com pouca conexão eficiente com as cadeias logísticas globais. A entrada do Panamá resolve isso.
1. O Canal e o Hub Logístico Global
O Panamá é o ponto de convergência de dois oceanos e o lar do Canal do Panamá. Sua adesão oferece ao bloco acesso direto e preferencial a essa infraestrutura vital.
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Acesso à Ásia/Pacífico: O Canal é o atalho mais importante para a exportação de commodities e produtos manufaturados brasileiros (agronegócio, minério, etc.) diretamente para a Ásia.
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Portos de Classe Mundial: Os portos panamenhos operam com eficiência e volumes muito superiores à média regional. Integrar essa eficiência é vital para o Mercosul reduzir seus custos de frete e tempo de trânsito.

2. A Zona Livre de Colón (ZLC)
A ZLC, a segunda maior zona franca do mundo, é um gigantesco hub de redistribuição de mercadorias. Para o empresário brasileiro, o Panamá se tornará um:
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Centro de Consolidação: Ideal para empresas que importam componentes da Ásia e da América do Norte, montam no Brasil e querem redistribuir o produto final com eficiência logística e fiscal.
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Vitrine de Produtos: Nossos produtos terão um ponto de estoque e exibição em um centro comercial que atende toda a América Central e Caribe.
🏦 O Fator Financeiro e de Serviços
O Panamá é um Centro Financeiro Internacional com ampla experiência em serviços bancários, seguros e gestão de fortunas (wealth management).
A integração facilitará:
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Fluxo de Capitais: Empresas brasileiras terão maior facilidade e segurança para movimentar recursos e financiar projetos de exportação utilizando a rede bancária panamenha, tradicionalmente mais robusta para operações internacionais.
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Sede de Multinacionais (SEM): O regime de Sedes de Empresas Multinacionais (SEM) do Panamá, com incentivos fiscais claros, pode se tornar um endereço fiscal estratégico para as empresas brasileiras que buscam expandir suas operações e faturamento para fora do Brasil.
🗓️ O Encontro de Janeiro de 2026: Nossas Expectativas
O encontro entre Lula e Mulino em janeiro de 2026, logo no início do ano, demonstra o alto grau de prioridade que o Brasil e o Mercosul dão a essa parceria da entrada o Panamá ao Mercosul.
Como empresários, devemos esperar anúncios sobre:
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Cronograma de Adesão: Um prazo mais definido para a formalização do Panamá como Estado Associado (o que já permite negociações de tarifas preferenciais).
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Acordos de Facilitação de Comércio: Medidas que visam simplificar a burocracia aduaneira entre o Brasil e o Panamá, otimizando o fluxo de mercadorias.
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Investimento em Infraestrutura: Possíveis linhas de crédito ou parcerias para melhorar a conexão logística entre o Brasil e os portos panamenhos.
A entrada do Panamá no Mercosul não é apenas mais um acordo comercial. É o Upgrade Logístico que o bloco precisava para realmente se consolidar como um ator de peso no comércio global.
Conclusão sobre a entrada do Panamá no Mercosul
Minha recomendação, como empresário, é que comecemos a revisar imediatamente nossos estudos de viabilidade logística. Se sua empresa exporta ou importa volumes significativos, o Panamá, em breve, será a sua porta de entrada preferencial para o mundo. O momento de mapear essas novas rotas é agora, antes que a adesão se concretize e a concorrência se ajuste.
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André Bianchi é Empresário. Desde 2013, lidera a Global Networking, empresa que já impactou mais de 4.000 empresários em mais de 90 imersões para ecossistemas de inovação como Vale do Silício, Orlando e NY nos EUA, China, Israel e Panamá.
Sua autoridade é reforçada por suas posições institucionais: ele é o Presidente do LIDE Panamá, Diretor de Relações Institucionais da Câmara de Comércio Mercosul e Américas e Diretor de Relações Internacionais da ANAMID. Com uma trajetória de mais de 20 anos, André é o agente conector ideal para empresas que buscam estruturar holdings, internacionalizar operações e acessar novos mercados globais.
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