Ponte da Integração cria corredor logístico entre Brasil e Paraguai
A Ponte da Integração cria corredor logístico entre Brasil e Paraguai não é apenas concreto.
É estratégia.
Quando Brasil e Paraguai inauguram um novo corredor logístico, não estão só construindo uma ponte. Estão reduzindo custo, tempo e ineficiência — três fatores que definem competitividade.
A Ponte Internacional da Integração, segunda ligação entre o Paraná e o Paraguai, cria um novo eixo para o transporte rodoviário de cargas e desafoga a histórica Ponte Internacional da Amizade.
Em números?
760 metros de extensão.
470 metros de vão livre.
Ligando Foz do Iguaçu (PR) a Presidente Franco.
Mas o que realmente importa não é o tamanho da ponte.
É o tamanho do impacto.
O Paraguai já é o sexto maior parceiro comercial do Paraná. Em 2024, as trocas comerciais somaram US$ 1,47 bilhão — um crescimento de 78% em relação a 2019.
Isso não acontece por acaso.
Isso acontece porque cadeias produtivas estão amadurecendo.
A obra, entregue em dezembro de 2025, envolveu investimento total de R$ 1,9 bilhão — com R$ 712 milhões financiados pela Itaipu Binacional.
Neste primeiro momento, apenas caminhões sem carga podem atravessar. Mas a direção é clara: ampliar capacidade logística, reduzir gargalos e acelerar o fluxo comercial.
Para Edson Roberto Pilati, presidente do SINTROPAR, o novo corredor consolida um eixo estratégico e cria bases mais sólidas para o crescimento das relações comerciais entre os dois países.
E aqui está o ponto central para você, empresário:
Logística não é bastidor.
Logística é margem.
No lado brasileiro, a Perimetral Leste conecta a BR-277 à ponte e retira caminhões do centro urbano.
No lado paraguaio, o Corredor Metropolitano del Este conecta a rodovia PY02 à nova estrutura.
Isso significa fluidez.
E fluidez significa previsibilidade.
Durante a inauguração, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que as duas economias precisam crescer e que o intercâmbio comercial deve aumentar.
Correto.
Mas crescimento sustentável exige algo mais:
Infraestrutura preparada, gestão eficiente de fronteira, cumprimento de normas internacionais e competitividade logística.
O desafio agora não é construir pontes.
É operar pontes.
A integração entre Brasil e Paraguai está ganhando densidade. Cadeias produtivas estão mais maduras. O fluxo bilateral está mais robusto.
A pergunta estratégica é:
Sua empresa está posicionada nesse novo corredor logístico?
Porque quando a infraestrutura avança, quem reage rápido ganha mercado.
Quem espera estabilidade absoluta… perde timing.


















