Brazil Week NYC 2026: Guia Completo de Eventos e Networking
Brazil Week NYC 2026: O maior palco do networking corporativo brasileiro em Nova York
De 11 a 14 de maio, Manhattan se transforma na capital extraoficial dos negócios brasileiros. Entenda o que está em jogo, quais eventos compõem a agenda e como extrair o máximo dessa semana que move bilhões — e carreiras.
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Há uma semana no calendário corporativo brasileiro que rivaliza — em densidade de conexões e relevância estratégica — com qualquer fórum internacional. Não acontece em Davos nem em São Paulo. Acontece em Manhattan. A Brazil Week, realizada anualmente em maio em Nova York sob a égide da Brazilian-American Chamber of Commerce (BrazilCham), já se consolidou como o evento de networking de mais alto nível entre executivos, investidores e lideranças políticas que orbitam o eixo Brasil-EUA.
Em 2026, a semana chega em um momento particularmente carregado de significado. Com as eleições presidenciais brasileiras marcadas para outubro e um ambiente macroeconômico que mistura reformas estruturais inéditas — como a implementação do novo sistema tributário — com um cenário fiscal desafiador, Nova York se torna, como raras vezes, uma arena onde política e negócios se encontram diante de uma plateia global.
Executivos C-Level presentes
Anos de história da BrazilCham
Edição do Brazil Summit em 2026
O que é, afinal, a Brazil Week?

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Engana-se quem imagina a Brazil Week como um único evento. Trata-se, na prática, de um ecossistema de encontros estratégicos que se concentram na mesma semana em Nova York — cada um com seu público-alvo, formato e propósito. O fio condutor é o jantar de gala da BrazilCham, o Person of the Year Awards, que em 2026 acontece na noite de quarta-feira, 13 de maio, no American Museum of Natural History, no Upper West Side.
Em torno desse evento central gravitam conferências financeiras de bancos de investimento, almoços exclusivos de mídia especializada, fóruns de governadores, painéis sobre economia global e reuniões privadas em escritórios do Midtown. O resultado é que Midtown Manhattan — em particular o corredor da Lexington Avenue — se transforma temporariamente em uma extensão da Faria Lima. Quem está em Nova York nessa semana tem acesso a um volume de interações de alto valor que levaria meses para replicar no Brasil.
Manhattan encontra a Faria Lima durante a Brazil Week. A densidade de conexões disponível em quatro dias simplesmente não existe em nenhum outro momento do ano.
— Perspectiva de mercado, Bloomberg Línea, maio de 2025Imersão de Negócios para Empresários e Investidores em Nova York, clique aqui e receba programação completa.
A Agenda de 2026: evento a evento
A programação confirmada da 7ª edição da Brazilian Week de 2026 — integrada à agenda da BrazilCham — distribui seus compromissos estratégicos ao longo de quatro dias intensos:
Segunda
Inovação & Tecnologia
Innovation Day — Sede da Amazon, NYC
A comitiva brasileira participa do Innovation Day, onde são apresentadas as tendências digitais mais relevantes do momento, reunindo executivos de tecnologia e investidores em um ambiente imersivo.
Terça
Investimentos
14º LIDE Brazil Investment Forum NY + RS Day
Painel com governadores e empresários sobre relações econômicas Brasil-EUA (manhã). O RS Day apresenta o Rio Grande do Sul como destino de investimentos em energia, agronegócio, tecnologia e infraestrutura (tarde).
Quarta
Mercado Financeiro
BTG Pactual Conference + Person of the Year Awards Gala
A conferência do BTG reúne investidores internacionais e brasileiros para debater o cenário econômico (7h30). À noite, o jantar de gala da BrazilCham homenageia José Auriemo Neto (JHSF Capital) e Cristiano Amon (CEO da Qualcomm) no American Museum of Natural History.
Quarta
Grande Evento
NYSE Opening Bell® Ceremony — Bolsa de Nova York
Os homenageados do Person of the Year tocam o sino de abertura da Bolsa de Nova York — um dos momentos de maior visibilidade simbólica para as relações Brasil-EUA e para as empresas patrocinadoras.
Quinta
Encerramento
Painel Brazil & World Economy (BTG) + MR Private Lunch — Fasano Park Avenue
Governadores e executivos debatem perspectivas econômicas pela manhã. O almoço exclusivo no Fasano da Park Avenue encerra a semana com palestras, debates e confraternização entre lideranças.
Vale destacar ainda o 25º Brazil Summit, organizado pela BrazilCham paralelamente às reuniões de primavera do Banco Mundial e do FMI, que reúne os principais formuladores de política econômica do Brasil com líderes do setor privado global para discussões sobre perspectivas fiscais, agenda de investimentos e o cenário pós-eleitoral brasileiro.
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Por que a Brazil Week é insubstituível para networking de alto nível
A resposta mais honesta é: concentração. Em quatro dias, é possível cruzar com o Ministro da Fazenda, o CEO de um unicórnio brasileiro, o managing director de um fundo soberano asiático e o correspondente do Financial Times que cobre o Brasil — tudo no mesmo corredor de hotel ou à mesma mesa de almoço. Essa concentração de poder decisório simplesmente não se replica em nenhum outro contexto ao longo do ano.
A grade de patrocinadores e parceiros da semana — que inclui Financial Times, Banco Itaú, BTG Pactual, Forbes Brasil e SoftBank Latin America Fund — já diz muito sobre o nível de audiência que compõe esses eventos. O jantar de gala de 2025, por exemplo, reuniu quase mil convidados no mesmo Museu Americano de História Natural que sediará a edição deste ano, com a presença de CEOs como Dara Khosrowshahi (Uber) e Fabricio Bloisi (Prosus/iFood).
🎯 Como aproveitar ao máximo a Brazil Week
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Chegue antes. Saia depois.
A semana oficial vai de segunda a quinta, mas os movimentos começam no fim de semana anterior. Muitos executivos chegam no domingo para jantar informais de alinhamento. Estenda sua estadia ao máximo que sua agenda permitir. -
Mapeie seu objetivo antes de embarcar.
Networking sem propósito é apenas socialização dispendiosa. Defina com clareza: você quer fechar uma parceria comercial? Levantar capital? Mapear talentos? Fortalecer relacionamento com determinado setor? Esse norte guiará quais eventos priorizar. -
Invista nos eventos paralelos, não apenas no jantar.
O Person of the Year é o ponto alto — mas as conversas mais valiosas costumam acontecer nos painéis do BTG Pactual, nos almoços do Brazil Journal ou nos eventos fechados de bancos como Citi e BlackRock. Esses ambientes menores favorecem trocas mais substantivas. -
Prepare um “pitch de si mesmo” de 90 segundos.
Em eventos de altíssima densidade, você terá janelas curtas. Saiba comunicar quem é, o que faz e o que busca com clareza e sem jargões. Treine antes de embarcar. -
Use o lobby e os intervalos de forma intencional.
As conversas mais relevantes raramente acontecem durante as palestras. Acontecem no café da manhã do hotel, no corredor entre sessões, na fila do credenciamento. Mantenha-se presente e acessível nesses momentos. -
Faça o follow-up ainda em Nova York.
Não espere voltar ao Brasil para retomar contato. Envie uma mensagem breve ainda durante a semana — uma referência específica ao que conversaram transforma um cartão esquecido em um relacionamento real. -
Considere a estratégia de patrocínio para empresas.
A BrazilCham oferece pacotes de patrocínio — Inner Circle, Platinum e Gold — que garantem não apenas visibilidade de marca, mas acesso a eventos exclusivos durante toda a semana. Para empresas que operam no corredor Brasil-EUA, o ROI costuma ser expressivo.
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O momento político e econômico amplifica a relevância de 2026
A edição de 2026 da Brazil Week acontece em um momento de inflexão rara. Com as eleições presidenciais brasileiras de outubro no horizonte, Nova York se transforma em um termômetro do humor do capital internacional em relação ao Brasil. Líderes políticos — governadores, ministros, potenciais candidatos — aproveitam a semana para sinalizar posicionamentos e sondar o apetite de investidores estrangeiros.
Na edição de 2025, por exemplo, o governador de São Paulo esteve presente em eventos fechados de grandes bancos de investimento, sinalizando o interesse político pela aprovação do capital externo. Em 2026, com as urnas ainda mais próximas, essa dinâmica tende a ser ainda mais intensa. Para quem opera nos setores de infraestrutura, energia, agronegócio ou tecnologia — todos na mira do capital internacional —, participar da Brazil Week significa estar na sala onde as decisões de alocação começam a se desenhar.
O 25º Brazil Summit da BrazilCham adiciona uma camada extra de relevância: a edição comemorativa reúne os principais formuladores de política econômica do Brasil com líderes do setor privado global, justamente quando o país enfrenta desafios fiscais significativos e implementa a maior reforma tributária de sua história. As discussões sobre a trajetória da dívida pública, as perspectivas do câmbio e os setores com maior potencial de crescimento serão inevitavelmente centrais.
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Para quem a Brazil Week faz sentido?
A resposta óbvia seria “para quem tem negócios no eixo Brasil-EUA” — mas a realidade é mais abrangente. Executivos de empresas que sequer operam nos Estados Unidos frequentam a semana porque ali estão os fundos que podem financiar sua expansão, os parceiros tecnológicos que podem transformar seus processos, os jornalistas que moldam a percepção internacional do Brasil e as lideranças de outros setores que podem inspirar movimentos estratégicos.
O Person of the Year Fellowship Program, iniciativa da BrazilCham estabelecida em 2011, é um lembrete de que a semana também tem uma dimensão de desenvolvimento de longo prazo: os recursos arrecadados no jantar de gala financiam bolsas para jovens profissionais brasileiros em programas de pós-graduação de elite nos Estados Unidos. Participar da Brazil Week, nesse sentido, é também contribuir para a formação da próxima geração de líderes bilaterais.
Em um mundo onde a geopolítica redefine cadeias produtivas e onde o Brasil emerge — com todos os seus desafios — como um ator crescentemente relevante na agenda global de commodities, energia limpa e tecnologia, a Brazil Week de 2026 não é apenas um evento. É um ponto de convergência de poder que acontece uma vez por ano. Perder é uma escolha. Estar lá é uma estratégia.


















