abril 26, 2026
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Paraguai: o agronegócio cresce, mas a verdadeira oportunidade pode estar na indústria que nasce ao redor dele

O Paraguai já aparece com frequência nos debates sobre agronegócio na América do Sul. Em diferentes análises internacionais, o país é citado entre os grandes produtores ou exportadores de soja do mundo, reflexo de um setor agrícola que se expandiu rapidamente nas últimas décadas.

Mas quem visita o país e conversa diretamente com produtores, empresários e autoridades percebe que a discussão hoje já vai além da soja.

O Paraguai vive um momento em que o agronegócio continua crescendo, mas ao mesmo tempo começa a surgir um movimento importante de industrialização ligada à transformação dessas commodities.

E é justamente aí que muitos empresários brasileiros começam a enxergar novas oportunidades.

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Produção agrícola forte — e com novos produtos surgindo

Hoje, a produção agrícola paraguaia não se limita à soja.

Entre os produtos com produção elevada no país estão:

  • soja
  • milho
  • gergelim
  • chia

Além disso, um produto que começa a ganhar espaço no mercado internacional é o KE, uma erva utilizada na produção de adoçantes naturais mais saudáveis, alternativa que vem ganhando espaço em substituição aos adoçantes tradicionais.

Outro setor que ainda possui grande potencial é o açúcar. A produção de cana existe, mas boa parte da atividade ainda ocorre de forma manual, e existe um interesse crescente em mecanizar a produção.

Ou seja: existe espaço não apenas para produção agrícola, mas também para tecnologia, mecanização e modernização do campo.

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Um detalhe curioso: grande parte da soja é produzida por brasileiros

Um ponto pouco comentado fora do setor é que muitas das empresas que produzem soja no Paraguai são brasileiras.

A lógica é simples: produzir no Paraguai pode ser mais barato, especialmente por fatores como custo de insumos agrícolas.

Por isso, diversas empresas brasileiras estruturaram operações no país voltadas à produção agrícola.

O desafio da rastreabilidade

Um tema que começa a ganhar relevância internacional envolve a rastreabilidade da produção agrícola, especialmente em negociações com a União Europeia.

Hoje o Paraguai ainda está adaptando seus sistemas para rastrear informações como:

  • uso de agroquímicos
  • localização das áreas de plantio
  • características do solo
  • histórico da produção

Essa adaptação faz parte de uma exigência crescente do comércio internacional.

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O agronegócio abre caminho para algo maior: indústria

Mas talvez o ponto mais estratégico desse cenário esteja em outro lugar.

Existe um movimento crescente de empresas brasileiras levando indústria para o Paraguai, aproveitando a proximidade logística e algumas vantagens estruturais.

A lógica é simples: transformar matéria-prima em produto com valor agregado dentro do Paraguai.

E isso acontece principalmente por meio da Lei Maquila.

A lógica da Lei Maquila

O funcionamento é relativamente direto.

Uma empresa pode trazer matéria-prima de outros países, produzir ou transformar esse material no Paraguai e depois exportar o produto final.

Quando esse produto possui certificado de origem do Mercosul, ele pode entrar no mercado brasileiro com impostos muito menores.

Dependendo do produto, a economia pode chegar a 30% ou até 40% apenas em impostos.

Esse modelo tem atraído diferentes indústrias.

Entre as empresas que já possuem operações no Paraguai estão marcas conhecidas como:

  • Havan
  • C&A
  • Benetton
  • SHEIN

A lógica dessas operações não é vender para o mercado paraguaio.

A produção ocorre no Paraguai para depois retornar ao Brasil ou atender outros mercados.

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Estrutura de custos mais competitiva

Outro fator que influencia esse movimento está ligado ao custo operacional.

No Paraguai, empresas pagam um único tributo que já inclui benefícios como cobertura de saúde pelo sistema IPS, o sistema de previdência e assistência social local.

Isso reduz significativamente a complexidade trabalhista.

Além disso, custos de energia, água e mão de obra também tendem a ser mais competitivos.

O segredo está no valor agregado

Existe, porém, uma condição importante.

Se uma empresa apenas importar matéria-prima e reexportar sem transformação, ela não consegue acessar os benefícios comerciais do Mercosul.

Para obter essas vantagens, é necessário realizar transformação industrial no Paraguai, agregando valor ao produto.

Por exemplo:

Uma empresa pode importar poliamida, produzir camisetas ou roupas no Paraguai, gerar valor industrial no processo e então exportar o produto com certificação de origem do Mercosul.

Esse detalhe muda completamente a equação tributária.

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O Paraguai está deixando de ser apenas agrícola

Por muito tempo o Paraguai foi visto principalmente como um país agrícola.

Mas a realidade que começa a se desenhar é outra.

O país continua sendo um importante produtor de commodities, mas ao mesmo tempo passa a se posicionar como plataforma industrial e logística para a América do Sul.

E essa transformação está acontecendo muito perto da fronteira brasileira.

A pergunta que fica para empresários brasileiros

Se produzir commodities sempre foi um bom negócio, industrializar essas commodities pode ser ainda mais estratégico.

Principalmente quando isso pode gerar economias relevantes de impostos, logística e custos operacionais.

A pergunta que começa a aparecer cada vez mais entre empresários brasileiros é simples:

O Paraguai continuará sendo apenas um parceiro agrícola do Brasil ou pode se tornar também uma plataforma industrial para empresas brasileiras expandirem seus negócios?

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