União Europeia vai aplicar provisoriamente o acordo com o Mercosul.
E empresário que não entende o que isso significa… vai assistir o concorrente sair na frente.
União Europeia vai aplicar provisoriamente o acordo com o Mercosul.
Na sexta-feira (27), a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que a União Europeia aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul. O objetivo é claro: garantir a chamada “vantagem do pioneirismo”.
Traduzindo para o mundo real dos negócios: quem entrar primeiro, ocupa mercado. Quem demora, disputa sobra.
A decisão veio logo após Argentina e Uruguai concluírem a ratificação do tratado na quinta-feira (26), mesmo diante da forte oposição da França. O acordo ainda precisa da aprovação do Parlamento Europeu para ser plenamente concluído, mas a aplicação provisória já muda o jogo.
No Mercosul, o Uruguai foi o primeiro a ratificar. A Argentina veio na sequência. Brasil e Paraguai já iniciaram seus trâmites legislativos — no Brasil, a Câmara aprovou e agora o texto segue para o Senado.
Segundo a Comissão Europeia, cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações do bloco serão eliminados.
Isso não é detalhe técnico. É margem. É competitividade. É acesso.
Alemanha e Espanha defendem o pacto como estratégia para compensar perdas causadas pelas tarifas dos Estados Unidos e, principalmente, para reduzir a dependência da China no fornecimento de minerais estratégicos.
Geopolítica pura. Cadeia produtiva. Segurança de suprimento.
Do outro lado, a França — maior produtora agrícola da União Europeia — lidera a resistência. O temor é o aumento das importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, pressionando agricultores locais que já vêm promovendo protestos recorrentes.
Enquanto isso, o Parlamento Europeu decidiu encaminhar o texto ao Tribunal de Justiça da UE para avaliar sua legalidade. A votação foi apertada. Se a Corte aceitar analisar, a entrada definitiva em vigor pode ser adiada por meses.
Percebe o cenário?
Há incerteza política. Há disputa jurídica. Há tensão agrícola.
Mas há, acima de tudo, oportunidade.
A pergunta que interessa não é se o acordo é perfeito.
A pergunta é: sua empresa está preparada para aproveitar a abertura comercial entre dois blocos que somam mais de 700 milhões de pessoas?
A União Europeia está pensando em vantagem competitiva.
E você?


















